Indecisa.
E muito mais que isso, confusa.
Eu nunca sabia decidir se queria comer macarrão ou arroz.
E sempre ficava pensando se queria lapiseira ou lápis.
E meu pai me perguntava “caderno ou fichário?”. Incógnita.
Nas cartinhas não sabia que dobradura usar.
E na hora de ligar, não sabia a quem chamar.
Não sei escolher inverno ou verão.
Praia ou montanha.
Matemática ou português.
Doce ou salgado.
Nova York ou paris.
Eu não era indecisa em cores, sempre tinha uma preferida.
Mas minha indecisão tomou conta da minha certeza.
E aprendi que não preciso escolher.
Eu gosto da indecisão.