terça-feira, 23 de abril de 2013

Admito.
Não era uma grande dor
Como um martelo pesado de ferro
roxeando suas costas.
Era uma dor gostosa, saudável.
Arrepiava como unha passando em sua nuca.
Era como fiapos de aço arranhando o pescoço.
Ardia, não como cutícula tirada demais,
nem como braço arranhado na parede chapiscada.
Ardia, como os olhos
quando querem chorar.
 

Romantismo


Representante da rebeldia 
Pessimista nem se fala
Melancólica entre colchas
Explora o bizarro
Se afunda na angústia
Chega ser grotesco
Seu amor irrealizado
Queria tanto ela
Apreciadora da política
Defensora da nação
Ser do primeiro período do romantismo
Mas seu pessimismo exagerado
Só pode ser do segundo período,
O adorável "ultrarromantismo". 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Dores, dores boas, e dores ruins.
É claro, existem dores boas, gostosas, excitantes, cativantes e hum...sedutoras. Mas isso são dores físicas, aquele arranhado nas costas, ou um corte com estilete, um furo com a seringa... Ah isso não tem preço, é como estar nas nuvens, como se nada mais tivesse importância, é uma espécie de calmante forte. Um calmante bem forte, e que deixa marcas, às vezes profundas, mas você nem liga, afinal, como é bom futucar aquela marca e se sentir melhor cada vez que sente o arrepio do ardido que provoca.
Dores ruins, ah essas vem de dentro, diziam que um tal de coração provoca uma dor imensa, uns falavam que era boa e outros diziam ser terrível. Mas todos, todos sem exceção diziam doer muito.
Estavam certos, é uma dor insuportável, nada semelhante aquelas que costumava adorar. Uma coisa horrível, me fez chorar. Nomearam essa dor de “amor”. Na teoria um significado tão lindo, na prática nem tanto assim.