quarta-feira, 17 de abril de 2013

Dores, dores boas, e dores ruins.
É claro, existem dores boas, gostosas, excitantes, cativantes e hum...sedutoras. Mas isso são dores físicas, aquele arranhado nas costas, ou um corte com estilete, um furo com a seringa... Ah isso não tem preço, é como estar nas nuvens, como se nada mais tivesse importância, é uma espécie de calmante forte. Um calmante bem forte, e que deixa marcas, às vezes profundas, mas você nem liga, afinal, como é bom futucar aquela marca e se sentir melhor cada vez que sente o arrepio do ardido que provoca.
Dores ruins, ah essas vem de dentro, diziam que um tal de coração provoca uma dor imensa, uns falavam que era boa e outros diziam ser terrível. Mas todos, todos sem exceção diziam doer muito.
Estavam certos, é uma dor insuportável, nada semelhante aquelas que costumava adorar. Uma coisa horrível, me fez chorar. Nomearam essa dor de “amor”. Na teoria um significado tão lindo, na prática nem tanto assim. 

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