sexta-feira, 13 de novembro de 2015

SILÊNCIO

tava tudo tão quieto
os olhares eram singelos 
os sorrisos sem som
era o total silêncio 
apenas se olhavam 
de canto de olho
e mesmo assim 
meio que abaixavam 
suas cabeças
era o silêncio
pelo silêncio 
não havia um motivo
nada concreto ou certo 
talvez apenas
porque esse sim
era o fim de uma história. 

sem fim

você viveu tudo
tão intensamente
que mal sabia onde estava
chorou cada segundo que era necessário
sorriu quase que o tempo todo
e se perdia sempre
mas nunca que tentava voltar
pra zona de conforto
estar no diferente era tão melhor
você ficava ali tão focada
que acabou se esquecendo
o quanto distante que já estava
e não percebia que aquilo (de antes)
já havia acabado a tempos
você ficou conhecida
como alguém
que não sabia por fim em histórias.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

amora

saboreei.
não como uma amora
bem roxa
tirada do pé
mas, sim,
como aquela vermelha
que alguém te sede
não foi o mesmo gosto
e nem tão mesmo
muito pior
foi diferente
porém não consigo saber
se ainda quero
não é previsível adivinhar
se terei de novo
não espero ansiosamente
muito pelo contrário
não espero nada
vou no pé e ranco a roxa
resta você
me trazer
uma vermelha.

os sonhos são meus

dizem que sonho é sonho
pra mim é coisa séria
venho te pedir que saia dos meus
que suma, evapore
que seja como quiser
mas, que desapareça
é meio jogo baixo
porque não mando nele
você vem e diz coisas
e fico lá, esperando acabar
invada outros sonhos
alguns mais legais
que te queiram por lá
os meus não
esses querem sonhar
com futuro
futuro esse,
que não existe ainda
mas os sonhos
irão me contar
assim que você
deixar de estar lá.